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[Análise] Resident Evil - The Umbrella Chronicles & Resident Evil - Darkside Chronicles (WII)

Postado por Eduardo Botelho Em segunda-feira, 18 de julho de 2011 0 comentários

HHHMMMM...

Prometi um post já faz um tempão, e cá estou eu, um tempo enorme desde a última postagem. Então decidi fazer um promessa importante: A partir de hoje, não farei promessas. Para purgar o erro de não ter feito posts recentemente, vou escrever sobre dois jogos ligados, e de uma série que eu gosto muito, Resident Evil.

BRRRAAAAAIIIIINNNSSSS!
Retirado do Gamerankings.com



RESIDENT EVIL: THE UMBRELLA CHRONICLES:

Se você é um fã de RE, ou se já jogou e não consegue entender o que aconteceu com alguns personagens, ou como o vlão Wesker consegue morrer e reviver uma  porção de vezes, este jogo é recomendado.

Darkside Chronicles começa com um relatório da Red Queen, o mega computador da corporação Umbrella. Após isso, Albert Wesker, o principal vilão da saga, começa a narrar algumas coisas importantes do que ele chama a ascenção e a queda da Umbrella.

DC é uma releitura dos jogos da série RE contada pelo próprio Wesker, começando pelo Resident Evil Zero, que conta a história da S.T.A.R.S. Rebecca  Chambers e de um prisioneiro, Billy Cohen, em seu caminho para se reunir ao Team Bravo. O capítulo seguinte mostra o Team Alpha, e a investida de Jill, Chris e Albert à mansão do primeiro jogo, a descoberta da traição deste último e sua morte nas mão de uma das criaturas que controlava. Ele continua narrando a história (?!?) a partir do RE3, ou seja, a aniquilação total de Racoon City e a luta de Jill e do mercenário contratado pela Umbrella, Carlos Oliveira, para fugir da cidade. Terminando num capítulo exclusivo para esse jogo, que conta a última investida de Jill e Chris para derrubar a Umbrella, agora estabelecida numa base russa.

Cada um dos capítulos possui três fases, e algumas fases extras que mostram acontecimentos de outros personagens naquele mesmo momento, como no primeiro capítulo, as fases bonus mostram Wesker, que já tinha contatos com a Umbrella, e seu desentendimento com o chefão da corporação. No segundo capítulo, uma das fases se inicia logo após a morte dele, e é nesse momento que ele explica como voltou à vida, graças ao T-Virus. Outros personagens, como Ada e Hunk (o quarto sobrevivente) aparecem nos estágios bonus, mas uma boa parte desses cenários é voltada para Wesker.

Esquema do jogo...

O jogo se distancia muito dos outros da série por não ser mais um survival, e sim um Rail Shooter, parecido com o clássico Virtua Cop dos arcades, ou melhor ainda, The House of the Dead. Os personagens se movem sozinhos, numa trilha pré-determinada, com visão em primeira pessoa. Você pode virar levemente a câmera para alguma direção, mas a ação principal aqui é apontar e atirar. Um shake no WiiMote faz o personagem recarregar a arma. Você começa com uma pistola simples com munição infinita e pega outras armas,com munição limitada, no decorrer do jogo. Conforme sua pontuação (matar mais inimigos, Head-Shots, sofrer pouco dano, etc.) você ganha pontos para fazer upgrades nas armas, desde aumentar a força e recarregar mais rápido, até o impacto que causa no inimigo, podendo empurrá-lo ou arremessá-lo longe. Além das armas convencionais, há uma faca para atacar inimigos pequenos e frágeis, porém numerosos, bastando segurar B e "cortar" a tela com o Mote. E também há uma granada, segurando B e apertando o botão de tiro laça uma granada que faz um estrago enorme (mas as granadas são escassas, sendo recomendável guardar para os chefes).

Jill, Carlos e a tela de checkpoint/pontuação do meio da fase

Graficamente o jogo é excelente, com CG's realistas, sangue, zumbis e tudo mais. Os cenários são bem interativos e tem muita coisa para quebrar e explodir. Os chefes são enormes e extremamente detalhados, de uma forma que chega a ser meio nojento. O som é bem bacana, mas não há muita variedade nos som dos zumbis, apenas nos diálogos, e na voz de galã de filme do Wesker. Algumas vozes foram mudadas dos jogos originais.

Apesar de contar quase toda a história da saga, alguns trechos do jogo são diferentes dos jogos originais. Como este jogo é uma releitura, a história canonica é a dos jogos originais, sendo a deste jogo uma versão dos fatos do ponto de vista de Wesker. Mas os personagens Leon e Claire não aparecem em parte alguma, e é aí que entra o outro jogo.

RESIDENT EVIL: THE DARKSIDE CHRONICLES:


Diferentemente do jogo anterior, este praticamente não tem a participação de Wesker, e é voltado para as histórias não contadas no jogo anterior. Ele começa com uma história original, quando dois agentes são enviados para caçar um traficante na América do Sul, Javier Hidalgo. Um deles é Jack Krauser, veterano de guerra que aparece em RE4, e o outro é Leon S. Kennedy, o herói de RE2. Esta missão é onde os dois personagens se  encontram, pois se você jogou RE4, pela primeira vez que os dois personagens se encontram, pelo dialogo que ocorre supõe-se que já se conhecem, e esta história explica porque.

Krauser em Amparo

Quando ambos chegam na cidade de Amparo (que não é a cidade brasileira do interior de São Paulo), a cidade está infestada de zumbis, o que é estranho para Krauser e comum para Leon. Ao fim da primeira fase, Krauser pergunta se o companheiro já tinha visto aquelas coisas antes, e ele responde que sim, começando a contar a história de RE2, coma companhia de Claire Redfield, irmã do protagonista do RE original, Chris. Após isso, o jogo volta para a narração dos dois agentes, e uma sobrevivente que eles encontram, a jovem Manuela. Logo descobrem que ela é filha de Hidalgo, e que o vilão infectou a garota com o Veronica-Virus. Logo a narrativa passa ao RE Code: Veronica, a história de Claire e Steve Burnside numa ilha pertencente à Umbrella, a luta contra a família Ashford (com direito a um rápido aparecimento de Wesker, e Chris chegando ao final para salvar a irmã). Por fim, a história retorna mais uma vez ao caso de Hidalgo, e prossegue sem interrupções até o fim.

Like a Boss!

A jogabilidade é basicamente a mesma, com menores alterações: agora a granada é uma arma convencional. Os botões direcionais agora não movem mais a câmera, apenas servem para mudar de arma (agora limitadas a 3 mais a pistola). Os upgrades não são feitos pela pontuação no fim da fase, mas por dinheiro, que pode ser ganho tanto pela pontuação quanto coletado durante a fase ao destruir objetos. O nivel de dificuldade de alguns chefes é simplesmente espartano, as vezes nem pela dificuldade de sobreviver, mas pela dificuldade de atingí-los com uma arma que fora usada no jogo original.

Cenários escuros são os melhores: Sustos garantidos!

As maiores mudanças são gráficas. Este jogo supera o antecessor e é um dos mais belos gráficos do Wii ao lado de Zelda. A movimentação da câmera é menos mecânica, e dá uma impressão maior de que você incorpora o personagem, balançando ao correr, virar de surpresa, cair, etc. Durante a recarga de uma arma, as mãos e a arma do personagem aparecem na tela, tipo CounterStrike. Às vezes o parceiro de fase pode  aparecer na sua frente, e, embora você não consiga atingí-lo, ele pode ajudar raras vezes (ou atrapalhar, já que quase sempre um zumbi o agarra e você tem de salvá-lo rápido para não deixá-lo morrer e reiniciar a fase do último checkpoint). A atuação das vozes e a música são ainda melhores que o primeiro jogo.

A pequena Sheryl em uma CG

Isso é apenas um basico de ambos os jogos. Ação, sustos, humor, tudo isso tem um lugar aqui na série que ampliou a febre zumbi aos limites. Mais que recomendado.

SeeYa!

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