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[Análise] Donkey Kong Country Returns (WII)

Postado por Eduardo Botelho Em quarta-feira, 27 de julho de 2011 0 comentários

Mais uma vez eu estou escrevendo aqui (e dessa vez nem precisou passar mais de um mês \o/ ) e agora para falar de um jogo saudosista (Eu curto essas paradas de jogo antigo que vira jogo novo e talz, então tava louco para comprar esse...) Estou falando do Donkey Kong, o gorila mais querido da Nintendo. Enjoy.

Imagens via Gamerankings.com 

O jogo tem uma história simples: A ilha de Donkey Kong é invadida por Tikis, que hipnotizam os animais do local, e roubam um estoque enorme de bananas. Enquanto o pequeno Diddy vai em busca dos ladrões, DK é atacado por um Tiki. No entanto, o inimigo não consegue hipnotizar o macaco porque aparentemente a limitada inteligência do protagonista não permite que ele seja  hipnotizado. Ele espanca o tiki e sai em busca do que está acontecendo.

O tal do Tiki, pronto para decolar de novo... 

A parte mais triste desse jogo vem logo no começo, e é notar que basicamente não há personagens ou resquícios da história dos jogos antigos. Os únicos personagens conhecidos são DK, Diddy e o velho Cranky  vendendo itens numa lojinha, e dos animais só restaram o jogável Rambi, o rino, e o papagaio Squawk como um item que ajuda a achar objetos escondidos no cenário. Nem mesmo os vilões foram poupados do facão, então você não irá enfrentar o Capitão K. Rool e sua trupe de jacarés.

O esquema do mapa do jogo. 

A jogabilidade é do tipo side-scrolling, como os clássicos DK do Snes. Mas não é só isso. Você não controla os personagens limitado à esquerda e direita, em certos momentos eles serão jogados para o fundo da tela, outras bem mais para a frente. Há uma fase com canhões que irão ficar arremessando os primatas de uma forma louca para ambas as direções, enquanto você avança pelo cenário. Há também estágios onde o fundo (ou algo no fundo) da fase irá interagir com os personagens, como por exemplo ondas, um Kraken, um navio voador que atira bombas, etc.

O ataque do Kraken.

O game pode ser jogado com o Mote e Nunchuk, ou só com o primeiro, jogando verticalmente. Os personagens podem ser controlados para os dois lados ou se abaixar, A pula e B segura objetos/agarra paredes e cordas. Balançar o WiiMote pode ter vários efeitos: Se estiver parado, faz o Kong bater no chão (quebra o chão, ou deixa alguns inimigos tontos); se estiver correndo, os personagens rolam no chão, como no ataque clássico dos jogos mais antigos; por fim, ao movimentar dessa forma abaixado, eles sopram, que serve para achar itens escondidos no cenário ou apagar o fogo de inimigos flamejantes. Ao vencer um boss, DK salta para cima do inimigo, e "batendo" alternadamente com ambos os controles (ou fazendo um movimento cima-baixo com o Mote) faz com que o protagonista espanque (!?!) o Tiki que controlava o chefão. O que não dá nenhum bônus, é algo "just for fun" e para aliviar o stress.

 Primeiro boss (é, realmente tosco)

Agora os símios tem vida, podendo sofrer dois golpes antes de morrer, que facilita a vida se comparar com os clássicos. Uma coisa que está um pouco estranho no jogo é o controle sobre o Diddy. Quando você encontra um barril DK, o gorila-menor apenas sobe nas costas do amigo (sem trocadilhos, hein), adicionando dois corações de energia e um tempo maior no ar a cada pulo. Não tem mais aquele lance de controlar os Kongs separados (arremessar o parceiro em outra plataforma, ou em um inimigo forte, etc). Só podem ser separados no modo de dois jogadores, onde cada um controla um dos personagens.



Fase de vôo num... barril?  

Falando em dificuldade, o jogo é bem equilibrado. Se você apenas quer passar de fase, o jogo chega a ser ridiculamente fácil (principalmente com a adição das vidas e poder usar itens que aumentam o life ou tornam o Kong invencível por um tempo). As peças de quebra-cabeça (liberam bonus na galeria) são fáceis de pegar, mas geralmente estão bem escondidas, ou necessitam de um gatilho para aparecerem, como pegar todas as bananas de um certo trecho onde você deve passar rápido. Já as letras KONG dão dor de cabeça, na maioria das vezes localizadas em locais onde apenas espartanos conseguem chegar. E a parte realmente oldschool é quado você coleta as letras citadas em todas as fases de um certo mundo, surge um cenário secreto, um templo Kong que me fez perder em média 30 lives cada (Levando em conta que eu também ganhava muitos lives, o saldo geralmente era 10~15 lives a menos do que eu entrei nessa fase). Esses templos requerem agilidade, reflexos e raciocínio que gamers novatos não provavelmente não conseguirão ter. No entanto, se você morrer muitas vezes numa mesma fase, o jogo te ajuda, ativando a opção de usar o Super-Kong, um guia de como avançar no progresso do estágio, para ajudar.

 Ainda tenho pesadelos com essas fases...

O gráfico continua sendo bem simples, mas é belo e não aparecem falhas como serrilhados e personagens quadrados, desmontando ou atravessando superfícies. Os cénários são uma obra de arte à parte, e é bacana notar a quantidade de detalhamento que há, geralmente com o background da fase bem animado. Um estágio que me chamou a atenção de cara da primeira vez que eu joguei foi no primeiro mundo, após comprar uma  chave na loja de Cranky, é na floresta, durante o pôr-do-sol. Atrás há um céu alaranjado, mas no primeiro plano você só consegue enxergar as silhuetas da fase, dos itens, dos personagens e inimigos (Exceto detalhes em vermelho vivo, como a gravata do DK e o boné do Diddy). Embora seja uma experiência complicada de jogar da primeira vez, há de se concordar que é um conceito muito criativo.

Desse jeito, ó... 

Outro ponto bacana é o som. Basicamente não tem nada inédito, mas as antigas musicas foram remixadas, para encaixar melhor no clima. No mundo da fábrica, por exemplo, temos um dos temas conhecidos do jogo, a música do bônus, mas em ritmo de jazz (na levada das máquinas da fase). O cenário parece dançar junto com o som, e se você não se cuidar, logo vai estar dançando junto. Sério, é aquele tipo de música que gruda na mente e que você vai ficar assobiando no trabalho (não fiz isso porque meu assobio é péssimo) e batucando na mesa da escola. O som dos macacos, bem, é o som de macacos. Não há falas no jogo, já que são apenas animais e Tikis, mas o trabalho convence bem.

Fase clássica, música conhecida. 

No geral é um jogo agradável, fácil (mas você pode complicar se quiser), com bom humor, gráficos suaves e música viciante, e mais importante, embora muitos quase todos personagens antigos tenham sumido, esse jogo conseguiu resgatar o espírito da série Donkey Kong Country, coisa que, na minha opinião, havia perdido com jogos como o Donkey Konk 64 (jogo de livre-exploração) e vários outros jogos que usaram o macacão e sua turma como ferramentas de merchan. Bom, espero que vocês curtam mais um post que eu escrevi no blog, e até a próxima. SeeYa!

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