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[Análise] The Legend of Zelda - Twilight Princess (WII)

Postado por Eduardo Botelho Em quinta-feira, 19 de maio de 2011 0 comentários

Finalmente decidi voltar com o blog. Mudei o visual, dei umas ajeitadas (mas ainda tem coisa pra mexer...), mas por enquanto está funcionando e isso é o que importa. Como tinha prometido neste post de quase um ano atrás (LOL), vou postar jogos de Wii, começando pelo primeiro que eu comprei, e até o momento, um dos tops: The Legend of Zelda: Twilight Princess. Enjoy!

Retirado de Gamerankings.com, como fazia antigamente...



Quem me conhece, sabe que sou hiper-fã de Final Fantasy. Desde pequeno aprendi que quem gosta de FF não deveria gostar de Zelda/Dragon Quest/Qualquer RPG que não os da Square. Mas aí eu resolvi quebrar esse preconceito, sempre procurei jogar vários jogos de empresas diferentes (nunca deixando de achar que o FF é o melhor). Assim que comprei o console da Nintendo, um dos primeiros jogos que tinha em mente para adquirir era o Zelda, pela fama do jogo, jogabilidade com o WiiMote, etc...

Segundo alguns guias na netz, o jogo se passa um século após o Ocarina of Time (o mais aclamado da série). O herói (classicamente se chama Link, mas você pode alterá-lo para qualquer nome, como Ben), é um jovem camponês de Ordon, ajudando as pessoas com suas tarefas diárias, como cuidar dos animais. Um certo dia, enquanto cuida da égua Epona (da mesma forma, o nome pode ser selecionado) junto com sua amiga Ilia, a vila é atacada por monstros, que sequestram a moça e o deixam inconsciente. Ele é carregado para uma área escura, e ao despertar, se transforma em um lobo e é aprisionado no castelo de Hyrule. Lá, uma criatura chamada Midna o ajuda a escapar e encontrar com a princesa Zelda, que explica a situação: o mundo está sendo invadido por um ser chamado Zant, o rei do Mundo do Crepúsculo (sem referências a vampiros de purpurina...), que é um mundo alternativo, que fica nas sombras do mundo real. Agora Zant quer ser o imperador do mundo da luz e trazer as trevas para ele. Link deve achar uma forma de voltar a ser humano e libertar os quatro espíritos guardiões de Hyrule para parar o inimigo.

 Esta história é o suficiente para prender um jogador por cerca de 6-8 horas, mas não para um RPG (geralmente são jogos muito grandes). É aí que entra em ação uma das maiores qualidades de Zelda: Saber dar várias reviravoltas na história, sem ficar um jogo enjoativo. Se no início, você deve libertar os 4 espíritos guardiões, mais para frente terá de buscar outros itens que irão ajudar na batalha contra Zant e seus aliados. A história consegue se estender para mais de 20 horas de jogo, e se você for uma pessoa que gosta de completar side-quests, no mínimo umas 60 horas (foi o tempo de jogo que eu terminei, mas nem cheguei a completar tudo, apesar de faltar pouca coisa...). As viagens no reino de Hyrule irão te fazer gastar muito tempo, isso sem contar as buscas por certos itens, e lugares bem no início do jogo que necessitam desses itens para serem alcançados. Há inclusive uma dungeon bem similar às que ocorrem nos Final Fantasy, com uma dificuldade horrorosa e que te faz perder a calma mais que o chefe final.

O jogo requer o uso do nunchuk junto com o WiiMote. Você controla  Link com o direcional do nunchuk, C muda para visão em 1ª pessoa, Z defende e mira (da mesma forma que nos anteriores), A e B para a maioria das ações, como ataques, tiros e agarrar itens. Os direcionais do Mote servem para uma troca rápida de itens (que serão muitos, por sinal) e para pedir a ajuda de Midna (que substitui a fadinha do Ocarina). Mas o bacana de jogar esses jogos no Wii é pelo movimento, e a grande maioria dos golpes e combos do herói se dá atraves do movimento do Mote (embora não seja tão realista, pois não usa o MotionPlus). Ao atirar com um estilingue/arco/similar, você mira apontando para a tela, o que facilita a concentração no controle do personagem ao mesmo tempo em que mira num alvo, especialmente durante os duelos cavalgados. Outros itens utilizam a capacidade de controlar os movimentos pelo Mote, como varas de pesca, e um mini-game onde você deve controlar uma mesinha de madeira, para rolar uma bolinha do ponto X ao ponto Y, sem deixá-la cair. Há também um único movmento de ataque que requer o movimento do Nunchuk, e um mini-game de pescaria em que deve usar os dois aparatos como uma vara de pescar (um deles ajusta a altura, e o outro serve como a bobina de enrolar a linha).

O jogo não é muito difícil, mas às vezes é preciso quebrar a cabeça para passar certos puzzles (e adimito que é uma área onde Zelda é muito melhor que FF). O jogo começa bem simples, mas muitas áreas só podem ser acessadas depois de pegar um item-chave. Estes incluem um bumerangue com o poder do vento, um cetro que controla estátuas, bombas (não podiam faltar...), gancho e outros. Como lobo, Link não pode usar nenhum item, mas tem outros truques: Ampliar os sentidos (onde quase toda a tela fica preta, mas permite a ele ver de forma destacada coisas de outra dimensão, ou seguir o rastro de cheiro de alguém ou algo). Ele também pode cavar o chão, podendo encontrar itens, Rupee (o dinheiro do jogo), corações, passagens para prosseguir no jogo e até mesmo áreas secretas com excelentes itens/Rupee. O uivo dele pode, em certas pedras especiais, fazê-lo aprender uma técnica nova. Por fim, certas áreas ficarão com um buraco negro no céu, onde Midna pode teleportá-lo ( e em alguns momentos, teleportar uma grande estrutura que torne viável prosseguir no jogo.)

Graficamente o jogo é um show. Embora seja popular dizer que o Wii não tem capacidade para belos gráficos, este jogo não fica devendo em nada a muitos do PS3/XBox. Embora os personagens não sejam extremamente realistas, é uma característica da série os personagens serem estilizados (embora não seja tão exageradamente estilizado como o Wind Waker). Dos jogos que eu possuo, apenas um deles tem gráficos melhores que Zelda, que é o Resident Evil: The Umbrella Chronicles (e sua continuação, Darkside Chronicles, que irei escrever em breve).

O som do jogo também agrada muito, desde as músicas no field/dungeons, as batalhas contra bosses, e as partes onde o Link-Lobo encontra certas pedras mágicas, onde ele deve uivar um dos temas dos antigos Zelda (a maioria, senão todas, músicas de Ocarina of Time), para aprender um movimento novo. A única coisa chata é que Link ainda é mudo, e os demais personagens e vilões apenas dão um grunhido, ou risada, ou qualquer tipo de som curto. Ou seja, nada de vozes, exceto Midna que às vezes irá chamar sua atenção com um "Hey!" ou uma risada.

Concluindo, é um excelente jogo, cujas +60 horas de jogo que eu joguei, considero bem gastas. Divertido, em alguns momentos desafiador, intrigante, com todos os tipos de elementos que fazem um jogo ser considerado uma lenda. E só como um bônus, um video do próximo jogo da série, Skyward Sword, que promete ser mais belo, desafiador e com o extra de poder jogar com o MotionPlus, transformando o Mote numa verdadeira espada ao captar os movimentos em tempo real. Bye!

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