O blog do Cavaleiro Maker

[Análise] Final Fantasy X - PS2

Postado por Eduardo Botelho Em domingo, 10 de outubro de 2010 0 comentários

Salve galere! Depois de MUITO tempo (quase dois meses), resolvi postar algo novo por aqui. Como tinha falado antes, vou escrever sobre o Final Fantasy X, que terminei a algum tempo. Quem me conhece um pouco sabe que eu amo essa série de JRPG’s, então vamos ao que interessa. Belê?

Mais uma imagem retirada do GameRankings.com 
(Tem muito mais de onde essa veio!) 




A história desse jogo gira em torno de Tidus, um grande astro do Blitzball (uma mistura de futebol, futebol americano e handebol, com poderes e habilidades especiais, jogado dentro de uma esfera de água…), que sofre ao sempre ser comparado com o melhor jogador de todos os tempos, seu pai Jecht, o qual ele odeia por ter ido embora, deixando-o sozinho com sua mãe. Durante uma das partidas, um enorme ser sai do mar e começa a destruir toda a cidade de Zanarkand (uma cidade bem futurística e tecnológica), então um amigo de Jecht, o samurai Auron, surge e ajuda Tidus a fugir. Mas o rapaz acaba sendo lançado em um tipo de buraco negro, e quando desperta, está num tipo de ruínas antigas. Depois de ser atacado sucessivas vezes por monstros, ele acaba encontrando seres humanos neste lugar. Mas estes parecem não entender sua linguagem, e acabam nocauteando ele. Já no navio dos estranhos, eles forçam Tidus a investigar ruínas submarinas (Já que é um jogador de Blitzball, consegue ficar muito tempo dentro da água sem respirar), junto com Rikku, uma moça do grupo e a única que consegue se comunicar com Tidus. Eles descobrem alguma coisa (lembrando que não dá para entender os diálogos, pelo menos não no primeiro jogo.) e quando voltam, o mesmo ser que atacou Zanarkand reaparece. Rikku explica que aquele é Sin, e Tidus acaba sendo jogado no mar revolto e desaparece. Quando acorda, está em um lugar completamente diferente (de novo… Confesso que já tava ficando chato ser jogado de um lado para o outro…) e leva uma bolada na cabeça (no bom sentido, mentes poluídas…). Quando ele vê que é um time de Blitz treinando, ele faz uma de suas jogadas para impressioná-los, e conhece Wakka, o capitão do time, que o leva para sua cidade.

Aqui a aventura realmente começa. Enquanto procura alguém que possa lhe indicar o caminho para Zanarkand, e faz amizade com algumas pessoas (como a feiticeira Lulu, uma versão moderna – e bem mais bonita – do clássico BlackMage), ele conhece um pouco da religião de Yevon, e aprende sobre o invocador que deverá destruir Sin, num ciclo Sin morre – período de paz chamado Calm - Sin renasce – Sin destrói tudo – Um novo invocador surge para destruir Sin. Esse invocador deve percorrer todo o mundo, para receber dos Faith (espíritos protetores) os Aeons (os Summons do jogo). O problema é que A invocadora é a bela Yuna, e Tidus meio que se apaixona pela moça, decidindo se tornar um de seus guardiões (pessoas que devem acompanhá-la e protegê-la durante sua peregrinação), apesar dos avisos de seu novo amigo Wakka, de que não deveria se envolver com ela. Por fim, antes de começar a peregrinação, ele leva uma surra é apresentado a Kimahri, um Ronso, tipo de Homem-Leão-Unicórnio, o último dos guardiões de Yuna. Assim os cinco partem para a peregrinação, enquanto Tidus tenta dar um jeito de ir para sua casa.

Uma das primeiras coisas a se notar neste jogo é que ele quebra vários tabus antigos da série, que são como tradições para os jogadores de longa data. O clássico menu de fundo azul; as músicas não são apenas versões remixadas e modificadas das mesmas músicas, são completamente novas; Os elementos básicos (fogo, gelo e trovão) recebem a adição de água; Personagens não sobem de nível; Apenas três personagens ativos no combate, mas você pode substituir um desses personagens por qualquer outro na reserva (exceto se o personagem ativo/reserva em questão estiver morto); Tocando no assunto personagem morto, ao acabar o combate, os personagens mortos revivem com 1HP; E o sistema de combate abandona totalmente o ATB (pra quem não conhece, o ATB – Active Time Battle - é aquela barrinha que vai enchendo, e quando está completa você pode escolher uma ação para o personagem.) e usa um novo sistema de combate chamado CTB, com uma barra lateral na tela, que mostra a ordem dos turnos dos personagens (podendo ser alterada por status como Haste/Slow/Delay e outros), e certos movimentos tem um tempo de recuperação mais rápido ou mais lento.

Há também muitas tradições mantidas, como os Summons Clássicos Ifrit, Shiva e Bahamut; Chefes opcionais cinquenta vezes mais fortes que os chefes finais; Porções de side-quests e mini-games; e os limit breakers (que aqui são chamados de Overdrive). A barra de Overdrive enche conforme o personagem sofre dano, mas cumprindo certas metas você destrava novos modos de Overdrive, que variam, como encher um pouco a cada ataque bem sucedido, ao lançar magias, curar parceiros, encher bastante ao matar um monstro ou ao morrer, etc. Os Aeons também tem esse Overdrive, mas ele enche de qualquer forma, seja atacando, esquivando ou sofrendo dano, podendo usar dois comandos extras – Boost, sofre mais dano e enche bem mais rápido; ou Shield, reduz o dano a uma piada, mas não enche o Overdrive. Aeons só tem um Overdrive; os demais personagens podem aprender novos Overdrives, cada um de sua maneira: Wakka aprende Overdrives ganhando campeonatos de Blitz, Tidus ao usar seus Overdrives determinada quantidade de vezes, Yuna e Lulu ganham automaticamente ao receber novos Aeons ou novos BlackMages, respectivamente. Outros personagens receberão ao misturar certos itens, ao achar certos KeyItens, ou usando certas habilidades.

Eu disse lá em cima que os personagens não sobem de nível, então como é que eu deixo os personagens mais fortes? Ao derrotar inimigos, você ganha experiência, que viram pontos. Esses pontos servem para fazer o personagem andar casar num tabuleiro, onde estão dispostas todas as habilidades, melhorias e etc que os personagens podem adquirir durante o jogo (exceto Overdrives). Certos inimigos irão derrubar esferas, e cada casa desse tabuleiro pede certas esferas para aumentar atributos ou dar habilidades aos personagens. Por exemplo, uma certa casa aumenta seu ataque em x pontos, mas para destravar essa melhoria, você precisa estar nessa casa do tabuleiro (ou nas casas adjacentes) e gastar uma esfera de Força. Para aumentar a chance de ganhar essas esferas, há o Overkill, que acontece toda vez quando você mata um monstro com uma quantidade absurda de dano (por exemplo, matar um inimigo de 70HP com um ataque de 5400 de dano). Na verdade, o sistema permite que você customize bem os personagens. Na prática, isso quer dizer que posso fazer com que Tidus (que se encaixa bem como um Fighter, como todos os personagens principais de quase todo RPG) aprenda feitiços de cura ou de ataque. Todos os personagens usam todas as habilidades do mesmo jeito, exceto Lancet, uma habilidade que suga HP e MP do inimigo, mas tem um efeito especial se usada por Kimahri, aprender novos Overdrives caso seja usada em inimigos específicos.

Os gráficos do jogo as vezes parecem um pouco estranhos, mas devemos lembrar que foi um dos primeiros jogos da Square para o novo sistema, portanto não sabiam bem a capacidade do Ps2. Ainda assim, certas sequncias, magias e os Overdrives e invocações exageradas continuam naquele alto padrão da empresa. Sem falar que as CG’s são ainda melhores que as do FFIX,  e com uma grande novidade: com vozes. Todos os FF anteriores pecavam em não ter vozes, deixando os personagens um pouco “sem alma”. Este tem todos os personagens com vozes, o que torna o jogo um pouco mais dramático e divertido. E já que estou falando da parte sonora, essa ficou demais, com a trilha sendo produzida pelo mestre Nobuo Uematsu (se não me engano, foi o último FF em que ele ficou a encargo do som…). Com músicas como o rock Otherworld e o Hymn of the Faith, a música te prende e depois você fica cantarolando. Mas a música principal é a que me fez ter vontade de aprender piano exclusivamente para poder tocar essa música, que é The Skies Above.

Acho que isso era tudo que tinha para falar sobre o jogo. Embora tenha demorado para engatar, com Tidus sendo um personagem pouco carismático, e sendo jogado de um lado para o outro, e seguindo uma comitiva com uma missão que não é seu objetivo principal, mais no meio do jogo ele fica mais cativante, divertido e viciante, e aos poucos você descobre que ele não está ali por acaso. Infelizmente, tenho de dizer que o final é bem triste, mas a Square lançou o FF X-2 (não é o XII!), a continuação do X, e quando eu conseguir uma cópia, analiso e posto aqui. E deixo vocês com um bônus. SeeYa!

0 comentários:

Postar um comentário